México, nove anos depois…

Uma vida! É, realmente nove anos são capazes de mudar muita coisa, e com Puerto Escondido não foi diferente.

Posso dizer que foi como um choque, ver aquela praia de Zicatela tantos anos depois, ver tudo o que resistiu ao tempo, e tudo aquilo que literalmente se transformou com o passar dos anos. Porém, dentre tantas mudanças, ao menos uma coisa não mudou, a sensação indescritível de chegar em um dos melhores lugares de surf do planeta, a costa Mexicana, e em especial a praia de Zicatela.

È impressionante a quantidade e a qualidade de ondas que existem em toda a extensa costa do México. São diferentes tipos de ondas, para todos os gostos, é preciso apenas saber chegar a esses lugares, muitas vezes bem escondidos.

Foi com a vontade de viajar atrás de imagens para o novo filme da Silver Surf que os shapers, alguns atletas e amigos da Silver Surf decidiram embarcar para o México.
Sylvio “Tico” Oliveira, Adriano “Teco” e Marcos “Quito” partiram de Santos, de onde também, posteriormente sairiam Emerson Cortez e Diogo. Da Califórnia, partiram os surfistas Eduardo Sapienza e Gregory Domingo.

Do Brasil, voamos até a Cidade do México, onde alugamos um carro e doze horas depois estávamos em Puerto Escondido. Chegamos na praia de Zicatela pela noite, pelo barulho do mar e pelo tamanho das espumas, vimos que as previsões estavam certas e que um grande swell atingira a costa. Conversando com os locais, soubemos que o mar estava storm e que apenas o californiano Skin Dog e seus amigos faziam Tow In, nessa mesma madrugada, já estávamos dirigindo em direção a Barra de La Cruz.

Que onda é essa!!! Era a expressão mais repetida por todos da barca ao chegar ao pico e ver um point break de direitas com ondas muito longas e perfeitas.

Surfamos durante o dia inteiro e voltamos para Zicatela para checar as condições da manhã seguinte, e para nossa surpresa, as ondas não estavam boas como aquelas que todos já havíamos surfado há anos atrás. O fundo, a maré o vento estava tudo errado… Vamos voltar para Barra!!!

Voltamos, dessa vez já para ficar. Surfamos durante todo o Swell que permaneceu por cinco dias variando entre 3 e 6 pés. O pico é uma máquina de onda, e mesmo com o cround que já se instalou no lugar, foi possível pegar as direitas da vida. A expressão no rosto da molecada variava entre sorrisos e expressões de cansaço de tão boa e extensa que era a onda, com sessões de tubos e manobras.

Conhecemos também alguns secrets ao sul de barra, todos de direitas, de diferentes tamanhos e formação, provando o potencial de surf  daquela região, e que acertamos em escolher aquele lugar para fazer imagens que estarão no “Antídoto”.

Voltamos para Zicatela de cabeça feita ainda a tempo de pegar um bom swell e rever velhos amigos, provando que amizades e lembranças resistem ao tempo, como também, a vontade de voltar, seja quando for…